Mercado Bitcoin
Revisado 28 de outubro de 2026

Taxas e tarifas do Mercado Bitcoin

Tabela completa de taxas do Mercado Bitcoin, custo real de uma ordem pequena e os gastos escondidos: impostos, conversão e Pix.

Unidade de Revisão, Análises e pesquisa ·
Publicado 28 de outubro de 2026

Movimentos rápidos de preço podem fechar uma posição alavancada mais cedo do que o planeado.

Taxas e tarifas do Mercado Bitcoin

O Mercado Bitcoin cobra corretagem por volume, com maker entre 0,70% e 0,25% e taker entre 0,30% e 0,015% no ciclo de 30 dias, e não cobra custódia em BRL. Abaixo, todos os custos confirmados com o próprio material da exchange, o efeito prático deles sobre uma ordem pequena e o que fica fora dessa conta.

O Mercado Bitcoin não publica em local único e permanente a tabela de faixas por volume, os limites exatos de cada nível nem a política de saque. Onde não há dado público, isso está registrado explicitamente em vez de estimado.

Tabela de todos os custos

A estrutura de cobrança da exchange é enxuta: basicamente uma corretagem que varia com o volume negociado em 30 dias. Tudo o mais que aparece na fatura do cliente brasileiro vem de fora da exchange.

ItemCondiçãoValor divulgado
Corretagem makerOrdem que adiciona liquidez~0,70% a ~0,25%
Corretagem takerOrdem que remove liquidez~0,30% a ~0,015%
Custódia em BRLSaldo parado na contaSem custo
Depósito via PixEntrada de reaisSem mínimo relevante
Depósito via TEDEntrada de reaisNão confirmado publicamente
SaqueRetirada de reais ou criptoNão confirmado publicamente
Conversão de moedaCompra de cripto com BRLEmbutida no preço executado
IOF sobre remessaEnvio ao exterior3,5% na maioria das saídas
IR sobre ganhoVenda com lucro15% ou 20%, conforme o caso

As faixas maker e taker são progressivas e dependem do volume acumulado em 30 dias. A exchange não detalha no material consultado em que ponto exato da escada cada faixa começa, então os extremos servem como referência e a faixa aplicada deve ser confirmada dentro da conta antes de qualquer cálculo.

Quanto custa uma ordem pequena

Uma operação de R$ 1.000 raramente paga a taxa mínima, porque o investidor pequeno não acumula volume suficiente para chegar ao topo da escada.

Na prática, quem compra R$ 1.000 em bitcoin com ordem a mercado costuma cair na faixa taker mais alta, próxima de 0,30%. Isso dá R$ 3,00 de corretagem na entrada e mais algo parecido na saída, com a taxa vigente no dia. O round-trip completo tende a ficar entre R$ 5 e R$ 7 em cada R$ 1.000 movimentados, o que equivale a 0,5% a 0,7% do capital.

O número parece pequeno até ser comparado com o ativo. Uma oscilação de 0,6% em bitcoin acontece em minutos, então uma operação de curto prazo precisa cobrir esse custo antes de gerar qualquer resultado.

INFO
O custo real não é a taxa isolada, mas a taxa vezes a frequência. Quem faz dez round-trips por mês paga, em percentual, dez vezes o que paga quem compra e mantém.

O detalhe operacional é a escolha entre maker e taker. Ordem limitada que fica no livro esperando contraparte tende a pagar a faixa maker, mais baixa na tabela divulgada. Ordem a mercado executa na hora e paga taker. A diferença entre 0,70% e 0,30% no topo da escada é mais que o dobro, então o tipo de ordem pesa mais no custo final do que a corretagem em si.

Taxas e tarifas do Mercado Bitcoin

Os custos que não aparecem na tabela

A corretagem é a parte visível. O restante do gasto do investidor brasileiro mora em três lugares que a exchange não controla.

O primeiro é o spread embutido na conversão. A exchange negocia em BRL, mas o preço do bitcoin é formado globalmente em dólar, e a conversão aparece no preço executado, não em linha separada. Não há número público que isole esse spread, e a recomendação é comparar o preço executado com a cotação internacional no mesmo minuto.

O segundo é o IOF quando o dinheiro sai do país. Segundo os Decretos 12.466/2026 e 12.467/2026, a maior parte das operações de saída foi unificada em 3,5%, incluindo remessas internacionais e o Pix usado para pagamento no exterior. Aplicações no exterior ficam em torno de 1,10% e algumas operações de curto prazo em 0,38%. Como esses percentuais mudam, a alíquota vigente deve ser confirmada na Receita Federal antes de transferir valor relevante.

O terceiro é o imposto. Ganhos são tributados pela Receita Federal como renda ou ganho de capital, com declaração pelo próprio contribuinte. Para operações na B3, ganhos em swing trade são tributados em 15% com isenção mensal quando as vendas de ações ficam abaixo de R$ 20.000; day trade em 20%, sem isenção, com DARF até o último dia útil do mês seguinte. Existe ainda a Medida Provisória 1.303/2026, que propôs alíquota de 17,5% sobre ganhos gerais de mercado financeiro a partir de 1 de janeiro de 2026, e a conversão em lei precisa ser confirmada.

ALERTA DE RISCO
Nada disso é cobrado pela exchange. IOF e IR são responsabilidade do investidor, apurados fora da plataforma, e nenhuma corretagem reduz essa conta.
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O que a exchange é e o que isso muda

O Mercado Bitcoin opera como Mercado Bitcoin Serviços Digitais Ltda., instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e VASP sob regulação SPSAV (BC/2026), sem participação na B3. É exchange de criptoativos, com negociação spot, e não trabalha com alavancagem de forex de varejo.

Essa definição importa para a leitura das tarifas. Não há swap, não há taxa de financiamento noturno e não há spread de corretora de CFD, porque não existe contrato de diferença no produto. A contrapartida é que o custo se concentra na corretagem de entrada e saída e no preço do ativo, sem as camadas de custo que aparecem em contas alavancadas.

DICA
Se o objetivo é só comprar e manter cripto, a estrutura do Mercado Bitcoin é simples de auditar. Se o objetivo é operar com alavancagem em câmbio ou índices, o produto simplesmente não existe aqui, e o critério de escolha passa a ser outro.
Taxas e tarifas do Mercado Bitcoin

O lado honesto da conta

A crítica útil a essa estrutura não é sobre a exchange ser cara ou barata em abstrato, e sim sobre previsibilidade. A tabela de faixas por volume não está publicada de forma consolidada, os limites de saque não estão confirmados publicamente e o spread de conversão não é divulgado como percentual. Quem precisa planejar custo com precisão em bases pontuais fica dependendo de simulação dentro da conta.

Há também a questão reputacional que aparece em qualquer exchange grande. O Mercado Bitcoin tem selo RA1000 no Reclame Aqui, nota em torno de 8,6 e o Prêmio RA 2024 na categoria corretoras cripto, além de reclamações pontuais sobre Pix e estornos. Fundada em 2013 pelos irmãos Chamati, foi o primeiro unicórnio cripto do Brasil, com aporte de US$ 200 milhões do SoftBank em 2021, e soma mais de 3 milhões de clientes.

Volume e tempo de casa reduzem o risco de contraparte, mas não eliminam a necessidade de conferir o preço executado. Nenhum selo transforma uma taxa variável em taxa previsível.

Onde comparar antes de decidir

Se o custo é o critério principal, a comparação relevante não é só entre exchanges de cripto, mas entre a estrutura de tarifas de cada uma e o que ela entrega em contrapartida. Seguem os pontos que a nossa análise considera decisivos.

  • Corretagem por volume com faixas publicadas de forma clara e acessível antes do cadastro.
  • Custo de saída declarado, tanto em reais quanto em cripto.
  • Spread de conversão divulgado como percentual, não embutido no preço.
  • Regulação forte e reconhecida, com segregação de recursos de clientes.
  • Histórico operacional longo e suporte com canal direto.

Bancos digitais e plataformas de investimento brasileiras frequentemente oferecem cripto com corretagem zero, mas compensam na cotação. Exchanges internacionais oferecem faixas menores para volume alto, mas acrescentam IOF e conversão de moeda. Nenhuma das opções é gratuita de fato, e o critério honesto é comparar o custo total por operação, não a linha de corretagem isolada.

O que checar em seis meses

Tarifa de exchange é documento vivo, não fotografia. As faixas maker e taker divulgadas hoje podem ser reajustadas, o IOF tem sido alterado por decreto com frequência e a tributação sobre ganhos está em discussão legislativa.

Antes de qualquer decisão de médio prazo, vale reler três fontes: a página oficial de tarifas do Mercado Bitcoin, a alíquota vigente de IOF na Receita Federal e o texto atualizado da Lei 14.754/2023, que rege rendimentos de investimentos financeiros no exterior para pessoa física, com alíquota única de 15% e declaração anual na DIRPF. Uma quarta verificação, menos óbvia, é o preço executado da sua última ordem comparado à cotação internacional: é ali que o custo escondido se revela.

Perguntas

Qual a diferença entre taxa maker e taker?

Maker é a ordem que adiciona liquidez ao livro, normalmente uma limitada que espera contraparte, e fica na faixa de 0,70% a 0,25%. Taker remove liquidez, como a ordem a mercado, e fica entre 0,30% e 0,015%. As faixas dependem do volume acumulado em 30 dias.

Existe taxa de saque?

Não conseguimos confirmar publicamente o valor nem as condições de saque. A recomendação é verificar diretamente na página oficial da exchange antes de programar uma retirada, porque esse dado não aparece de forma consolidada no material disponível.

Incide imposto sobre o lucro?

Sim. Ganhos são tributados pela Receita Federal como renda ou ganho de capital e declarados pelo próprio investidor. Para operações na B3, swing trade fica em 15% com isenção mensal até R$ 20.000 em vendas de ações, e day trade em 20% sem isenção. A MP 1.303/2026 propôs 17,5% a partir de 2026, e a conversão em lei precisa ser confirmada.

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